Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Gare do Oriente, Médio

Dois arquitectos portugueses emigram para o Reino da Arábia Saudita. Um escreve (às vezes também esquiça), outro fotografa.

Gare do Oriente, Médio

Dois arquitectos portugueses emigram para o Reino da Arábia Saudita. Um escreve (às vezes também esquiça), outro fotografa.

Bom, não foi bem salvar a vida, foi mais evitar uma situação desagradável, vá. A minha aventura no Médio Oriente começou em Riade, em 2015, e havia muita cidade para explorar. A família tinha ficado em Portugal, o Pokemon Go, era uma forma de me relacionar com o adolescente mais velho. E impressionar o puto, com os bicharocos que se apanhavam por aqui, pouco comuns em Portugal. Adiante. Ou antes, para trás, para trás, um pouco (só um bocadinho) de história do desenvolvimento (...)
Para um jovem rapaz dos anos 80 o Médio Oriente será sempre o país onde o petróleo nasce nas traseiras das casas. O sítio onde a água é mais cara que a gasolina. E para um jovem adolescente, os motores que o petróleo move são mais interessantes que os interesses movidos pelo petróleo. Não sou decerto um “petrolhead” fundamentalista, mas os carros sempre foram para mim um gosto especial. As fichas técnicas e os últimos modelos foram sempre informações que devorei e (...)
Janta. Nem sempre bem, mas janta. Quando se trabalha em locais remotos a alimentação é fornecida pela cantina do compound, e sometimes maybe good, sometimes maybe shit. Estamos a construir uma nova cidade, e portanto ainda não há cidade. O sítio mais próximo para ir ao café fica a 30km (por acaso até havia uma bica decente aqui no compound mas fechou por causa do Covid). Já para uma cerveja, são 1500km até ao Egipto. A Eritreia fica mais perto, e suponho que lá também (...)
No longínquo Norte do Reino esconde-se um segredo não muito secreto. O Golfo de Aqaba.    É uma zona geograficamente interessante. Sentados na praia podemos ver Arábia Saudita (obviamente), Jordânia, Israel e Egipto. Não é um fenómeno, mas é sempre uma trivia que quiçá um dia poder salvar uma noite de Trivial Pursuit. A minha razão primeira para visitar a região foi primeira a de fazer mergulho no Golfo de Aqaba. E mais uma vez o reino não desiludiu. A água um pouco mais (...)
Não há viagem como a primeira. Sabemos o que deixamos para trás, desconhecemos o que nos espera adiante, a aventura e a novidade. Depois, tudo muda, continuamos a deixar a família, os amigos, Portugal, e também o que nos fez partir.  A excitação de voar já deu lugar ao tédio, os aeroportos são todos iguais, há lojas Relay, Boss, Thule, CK One em promoção, já nem reparo, enquanto vou arrastando a mala de cabine, aka Bóbi, à procura da porta de embarque. E escala em Paris, (...)
Após um pequeno interregno para férias. Aquela coisa estranha que acontecia antes do famigerado Corona. A besta infelizmente permanece entre nós e a resiliência humana está a aprender a viver nos entremeios das regras e dos bloqueios. Mas isso aqui nada interessa. Neste regresso à vida Saudita decidi mostrar outro lado do país. Aquele que quer ser mais Internacional. O lado da nova geração, aquela que quer um país mais global. Aquela que não esquece a sua tradição e a sua (...)
  Mais ou menos. O que lá estava de Foster + Partners era o design da torre Al Faisalyah. Estas 3 mulheres encontram-se todos os segundos sábados de cada mês, no restaurante que fica na esfera do topo. O restaurante tem buffet de fim de tarde, há pequenas sandes de salmão e queijo, macaroons, pastelaria diversa, sushi, fruta fresca e cascata de chocolate, zaatar, mini pizzas, café, chá de menta, sumos de fruta, trazem muita coisa para a mesa, mas acabam por comer pouco. Conversam (...)
Não sei porquê… Não é grande e também não é assim tão pequena. Loura… também não estou bem a ver… O amarelo é o tom geral de todo o país. Talvez os locais tenham descoberto aqui um tom de louro especial, assim a modos que uma luz de Lisboa mas em dourado.   Ushaiger é uma aldeia histórica no centro do país que com o advento do turismo ganhou alguma fama. Ainda me lembro de quando eram os expatriados que os únicos visitantes e os locais nos achavam tolinhos por ir (...)
16 Mai, 2021

HAJA SAÚDE

Vai bem, obrigado.  O sistema nacional de saúde saudita baseia-se em hospitais públicos para os autóctones, gratuitos,  como seria de esperar. Consultas de especialidade podem ter listas de espera mais prolongadas, pelo que alguns complementam a coisa com seguros de saúde, normalmente por conta da empresa que os emprega. Para os outros, os seguros de saúde são normalmente por conta da entidade empregadora. Ir ao hospital costuma ser um processo simples, admissão, triagem (no (...)
De todas as imagens mentais que podemos fazer do Médio Oriente a da floresta tropical não será provavelmente a primeira que nos virá à idea.   E no entanto… A pandemia que parou todo um mundo “normal” veio fazer cada um arranjar alternativas às rotinas que tinha até então. No meu caso era viajar para fora da Arábia Saudita a cada 3 meses, normalmente para voltar a Portugal e ver a família. Quando isto deixou de ser possível passei a fazer o famoso “vá para fora cá (...)