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Gare do Oriente, Médio

Dois arquitectos portugueses emigram para o Reino da Arábia Saudita. Um escreve (às vezes também esquiça), outro fotografa.

Gare do Oriente, Médio

Dois arquitectos portugueses emigram para o Reino da Arábia Saudita. Um escreve (às vezes também esquiça), outro fotografa.

No fim de Outubro mudei-me de Jazan (a Odeceixe da Arábia Saudita), para a capital do reino. Uma pessoa às tantas farta-se de só haver escolha entre peixe grelhado ou biryani quando se quer jantar fora. Ou Applebee’s, quando estamos com preguiça de sermos nós a enfiar a comida no micro-ondas.

Diz que não se deve regressar para onde já fomos felizes, mas também diz que não se deve acreditar em tudo o que nos dizem. Voltar ao sushi do Tokyo não me deixou infeliz, e ao Mama Noura também não. Adiante.

Mudar de emprego nesta terra, para um expatriado, não é assim tão simples. As empresas investem no processo de recrutamento, papelada, mobilização, pelo que não apreciam ver partir os funcionários. Como são responsáveis (sponsors) pelo pessoal, têm que permitir a transmissão dessa responsabilidade para a nova empresa. And sometimes maybe good, sometimes maybe shit. No meu caso, good.

Tendo em conta que já uma vez me tinha mudado, de Riade para Portugal, nesta segunda experiência de emigrante entrei em modo Marie Kondo, e só adquiri lá para casa aquilo que era mesmo indispensável, e me traria felicidade. E não ocupasse muito espaço, já agora, para quando tivesse que me mudar. Portanto, foi possível carregar tudo no Toyota Fortuner, duas malas, mais uma de cabine, uma mochila e mais duas ou 3 caixas. E a mala refrigerada, com a água e os frescos.

De Jazan a Riade são 1100km, faz-se num dia, com calma. Depois de atravessar as montanhas de Asir é toujours en frent até Riade, a paisagem nunca muda, deserto, mais colina, menos colina. Convém conferir a operadora de comunicações, houve 300km em que ia passando por torres de transmissão, mas sinal da Mobily, nicles. 

Como o alojamento que reservei num compound só estaria disponível daí a 3 dias, tive que ficar num hotel entretanto. Descarregar as malas, deixar no carro apenas o que pudesse andar de um lado para o outro durante 3 dias sem fazer estragos. E então voltar a carregar o carro e descarregar no compound.

Onde fiquei durante 4 semanas, até me mudar, novamente, desta vez para o compound de longo prazo.

Diz que todo o mundo é composto de mudança. Já vou na 11ª.

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