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Gare do Oriente, Médio

Dois arquitectos portugueses emigram para o Reino da Arábia Saudita. Um escreve (às vezes também esquiça), outro fotografa.

Gare do Oriente, Médio

Dois arquitectos portugueses emigram para o Reino da Arábia Saudita. Um escreve (às vezes também esquiça), outro fotografa.

Interrompo a série de acidentes para explicar tudo o que há a saber sobre as ilhas Farasan. Quase tudo. Enfim, alguma coisa. 

As ilhas Farasan ficam no Mar Vermelho, mais a Sul, do lado direito de quem sobe, junto a Jazan, Arábia Saudita. Há muita bicheza para ver, entre pássaros e peixes. E praias de areia branca. Também há os restos de um forte otomano, mas basicamente são quatro paredes não caiadas, e não cheira a alecrim.

A melhor altura para ir é entre Outubro e Maio, depois fica ventoso. Perde-se em conforto, ganha-se em esfoliante.

1. IR

Para lá chegar há um ferry a partir de Jazan, às 7:00 e 15:00, excepto quando é a outras horas. Os verdadeiros horários são uma ciência oculta, acessível apenas aos Iniciados. Mas pelo menos é de graça. Os bilhetes podem (devem) ser reservados com antecedência no escritório da Companhia Marítima para a Nevgação, que fica aqui:

MACNA

Está aberto das 5:30 às 19:30, excepto quando está fechado (sim, há aqui um padrão). Para as viaturas aconselha-se a chegar cedo, uma vez que é por ordem de chegada e limitado à capacidade do barco. Mas isso é hoje, amanhã não sei.

Se não conseguirem lugar para a viatura, ou caso não tenham uma, há viaturas para alugar, com ou sem condutor, à saida do terminal.

Quando o mar está demasido agreste, ou havendo probabilidade de minas dos Houthis (se seguiram o link já viram que o Iémen não é longe) não há barco.

2. FICAR

Só há um hotel digno desse nome, o Forsan Park Hotel. Não é grande coisa, mas em compensação é caro (é o mercado, estúpido). Os preços variam entre os 500 SAR e os 700 SAR por noite, conforme a vossa capacidade para regatear, é ligar: 0173160000.

Mas tem praia privativa, e é asseado.

3. COMER

Tragam farnel. Ou material de pesca e carvão. Há um sítio que cozinha peixe fresco, de resto é só showarmas e afins. E encontrar um sítio que venda café antes das 10:00 também não é fácil.

4. PASSEAR

A ilha principal é bonita nas zonas desabitadas, tipo Cabo Verde. Nunca estive em Cabo Verde, mas parece que é parecido. Aqui o pior é o lixo. Se é acessível de carro e bonito, tem garrafas de plástico, restos de fogueiras, ossos de frango. Pelo que se recomenda a deslocação às ilhas próximas, desertas, limpas. De barco. Reservas pelo 0550158443 ou 0536857128. Os preços variam entre os 250 SAR por uma voltinha e os 3000 SAR pelo dia completo, incluindo bebidas, snorkling e refeições à base do peixe que apanharem. Os barcos têm capacidade para 8 a 10 pessoas, e partem daqui.

Para quem gosta de mergulho, podem alugar material no Jazan Dive Centre. Não é propriamente novo, mas é o que se arranja aqui. O irmão do responsável fala inglês, e pode ser contactado pelo 0533580364.

5. VOLTAR.

Os horários para regresso são os mesmos que para a ida, 7:00 e 15:00. Às vezes há um às 12:00, e às vezes o das 15:00 sai às 16:00. Levem qualquer coisa para ler, que a net é má. Se tiverem um avião para apanhar no próprio dia, pode não correr bem.

Mas vale a pena ir, e se quiserem ver fotos esperem que o Bruno lá volte. Ou pesquisem na net, sei lá.

 

 

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